“Ser” mulher ontem e hoje.

Junho 15, 2009 at 6:26 pm (ATUALIDADE) (, , , )

Durante muitas décadas a mulher foi vista apenas como uma reprodutora, como uma dona de casa e sempre foi submissa ao sexo masculino. Não tinha o direito de questionar, de exigir alguma coisa, pois o homem sempre determinou que não fossem capazes de pensar sozinhas, não eram providas de força e, portanto, dependiam de um pai, irmão, esposo ou qualquer outra figura masculina para sustentá-las.

Porém na Pré-história, percebemos que o papel da mulher era bem diferente. As mulheres é que sustentavam a casa, pois eram elas quem saíam para buscar o alimento e nunca foram o sexo frágil. Até mesmo a Revolução Agrícola foi responsabilidade das mulheres.

No Brasil, após a posse de Portugal, as mulheres européias que vieram para cá tiveram bastante liberdade. O país ainda não havia sido colonizado, por isso, as mulheres que não tinham posses nem maridos e tinham que trabalhar para se sustentar, podiam ir e vir para onde quisessem, além de poder escolher com quem queriam se casar. Não havia ainda a presença da Igreja, o que tornava a sociedade bastante flexível. Nesta época, as mulheres sustentavam a casa, pois o país estava em fase de construção e os homens viviam fora de casa, buscando ouro e outras formas de enriquecimento rápido. Também não existia o casamento formal, a maior parte dos casais eram concubinatos, sem vínculos legais ou religiosos.

Quando Portugal decidiu colonizar o Brasil, trouxe então a igreja para organizar e regrar a sociedade impondo uma nova conduta à mulher, que deveria ficar em casa, além disso, a mão de obra feminina passou a ser desnecessária com a chegada dos escravos. Então, a mulher voltou a ser a reprodutora e dona de casa. A mulher podia sofrer os mais diversos tipos de agressões e humilhações, principalmente, se não tivesse filhos.

Com a Revolução Industrial, iniciaram-se grandes guerras em busca do poder entre as nações e muitos homens foram lutar nessas guerras e muitos morreram, levando a mulher, mais uma vez, a exercer um forte papel na sociedade: sustentar a família com seu trabalho.

No século XX, ela retoma seu papel e busca seus direitos de cidadã. Leva muito tempo para as mulheres levantarem e buscarem sua liberdade de expressão, seu direito ao trabalho e ao voto também, mas enfim elas conseguem.

O homem sempre fez com que a mulher pensasse que era inteiramente dependente dele e que não poderia fazer nada sozinha, sempre fez com que a própria sociedade visse as mulheres livres como indignas e sujas. Mesmo hoje, o pensamento machista ainda predomina em alguns lugares e em alguns homens que consideram a mulher que vive sozinha ou que trabalhe para sustentar-se sem a ajuda de um homem, uma mulher de vida fácil.

Hoje, a mulher conquistou o direito de ser não apenas dona de casa e reprodutora, mas também o direito de ter direito a liberdade, de poder exigir, questionar. A mulher consegue ser mãe, pai, trabalhar, sustentar e ainda assim ser feminina e ser mulher.

Apesar de ter ganhado destaque em diversas profissões ditas “masculinas”, ela não perdeu a essência do que é ser mulher. Mesmo trabalhando e sempre querendo mais de tudo que já conquistou a mulher ainda tem o desejo de ser mãe, de reproduzir e as que já têm filhos tentam de toda maneira não se esquecer de ser mãe.

 A sociedade e o homem estão se acostumando a essa nova mulher que busca mais do que um sonho, mas um ideal. Tudo que ela quer é mostrar que pode ter um espaço melhor na sociedade e que não é apenas um ser sensível e frágil, que não é apenas um corpinho ou um rosto bonito, mas que tem um cérebro que funciona e tem uma força tão grande que chega a ser imensurável.

Para alcançar a realização e o reconhecimento que a mulher tem hoje, foi necessário um caminho e uma luta muito grande, o esforço de várias mulheres que fizeram história para mostrar que eram fortes e que qualquer uma poderia ser o que quisesse desde que lutasse e corresse atrás disso. Mulheres como Joana D’Arc e, não tão longe, Maria Quitéria.

Porém, quantas delas, mas não tão famosas conhecemos hoje? Quantas mulheres que lutam diariamente para manter-se de pé, para sustentar uma família inteira? Quantas mulheres que perderam maridos e, assim como aquelas do Brasil pré colônial, trabalham para sustentar seus filhos tentando ser mãe e pai? Tentando criar seus filhos no “mundo cão” cheio de perigos tão secretos que essas mulheres nem conhecem e, mesmo assim, lutam contra eles. Quantas dessas mulheres não conhecemos e não estão tão próximas de nós? Basta olhar em volta e ver nos olhos de nossas mães, tias, avós e veremos em cada uma delas um pedaço de Maria Quitéria, que mostrou toda sua força física. Veremos nelas mais que força física, veremos o talento de ser mãe, mulher e trabalhadora ao mesmo tempo.

E então, quem é o sexo frágil? Qual o papel da mulher na sociedade? A mulher deixou de ser mãe?

A mulher é sensível, mas não é frágil. Ela é soberana, viril e desempenha, com muito louvor e graça, todos os papéis que lhe foram dados e que por elas foi conquistado: mulher, mãe, trabalhadora e sempre feminina.

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Viva a poesia

Junho 15, 2009 at 6:20 pm (ATUALIDADE)

A importância da poesia

A poesia é uma das formas de se expressar mais belas do mundo. Através dela, passamos amor, verdades, satisfação e insatisfação. Falamos de vida, de morte, de dor, de medo. Expomos ideais e conquistas.

A palavra é de origem grega e significa criação, pode ser definida como a arte de escrever versos com o poder de modificar a realidade, segundo a percepção do artista. Porém, mesmo tendo a possibilidade de mascarar a realidade, transformando-a de acordo com a sua visão, tornando-a feia ou bonita o poeta nem sempre o faz. Muitas vezes, tenta mostrar a realidade de coisas que, às vezes, fingimos não ver.

A verdade é que, hoje em dia, as pessoas não se preocupam em ler poesias e acham que tudo não passa de besteira. Acham que toda poesia fala apenas de amor e de coisas imaginárias. A poesia é muito mais que isso e pode acrescentar à vida das pessoas muito mais sentido além de colaborar didaticamente. Segundo a educadora Emiliana Maria, a poesia é uma das melhores formas de desenvolver o interesse pela leitura.

Quando a poesia surgiu, na Grécia, ela era cantada e acompanhada por um instrumento chamado de lira e, por isso, dizem que a poesia pertence ao gênero lírico, porém ela também pode ser do gênero didático, épico ou dramático.

O poema lírico geralmente é curto e nele o autor expressa sua reação àquilo que vê, ouve, pensa e sente. O poema épico é mais longo e conta uma história, apresentando cenário e personagens. O dramático assemelha-se ao épico, pois também apresenta personagens e conta com diálogos entre os personagens, como as peças teatrais que são escritas em forma de versos.

No entanto, a poesia não é apenas a organização de versos em forma de estrofes, ela é a organização de uma idéia que depende também de uma inspiração. Assim como na música, na poesia também não há a expressão de tudo que o autor está sentindo naquele momento. Portanto o estudo da poesia é importante para o desenvolvimento intelectual e espiritual das pessoas e dependem da busca, valorização e entendimento da idéia contida nela.

 

Autopsicografia

Fernando Pessoa

 

O poeta é um fingidor./Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente./E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem,/Não as duas que ele teve,/Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda /Que se chama coração.

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Carnaval: História, cultura, diversão.

Junho 12, 2009 at 8:42 pm (ATUALIDADE) (, , )

Carnaval

A origem exata do carnaval não é muito precisa, pois existem diversas versões sobre o fato. Dizem que surgiu na época dos cezares como uma festa de caráter orgíaco e libertinário. Essa versão não foge muito do perfil do carnaval que vemos hoje em dia, onde tudo é permitido e as pessoas libertam-se de todo o pudor, beijando várias pessoas mesmo sem saber o nome delas, beber sem limite e fazer sexo com pessoas desconhecidas.

Dizem ainda que a festa surgiu na Grécia, pois o rei Momo é uma referência ao deus Dionízio-Baco, pai do vinho e do seu cultivo. A festa era realizada em forma de culto a este deus em agradecimento a fertilidade do solo e a boa produção de alimentos e bebidas indispensáveis a vida. Esta versão também tem muita relação com o carnaval contemporâneo, já que no período as pessoas bebem exageradamente e o rei Momo é um dos símbolos do carnaval nacional.

A terceira versão coincide bastante com o carnaval atual. A palavra carnaval pode ser encontrada no latim medieval como carnem levare ou carnelevarium, que nos séculos XI e XII significava “a véspera da quarta-feira de cinzas” quando iniciava a quaresma, justamente o período da comemoração da festa. Nessa época o carnaval era uma festa cristã comandada pela igreja católica, porém mais tarde os gregos incluíram bebidas e práticas sexuais, também encontrados no carnaval de hoje.

Na época do imperador D. Pedro II a festa era violenta e consistia em jogar sobre os foliões baldes d’água e outros líquidos que os deixasse mal-cheirosos, isso até a chegada do lança perfume. As fantasias também tiveram um papel muito importante na introdução e transformação do carnaval em cultura nacional, porém, as máscaras foram proibidas e qualquer pessoa mascarada que fosse pega pela polícia seria preso e os negros chicoteados. Com o tempo, a própria população foi deixando as máscaras de lado e preferindo roupas mais leves e que proporcionassem maior conforto, passando a usar bermudas e camisetas.

Apesar de não haver uma conclusão sobre a origem carnaval, todas as versões acrescentam um pouco na festa atual. Desde a liberdade que as pessoas encontram no período da festa até a própria data em que é realizada.

O ser humano sempre sonhou em alcançar a liberdade, que é proibida por leis muitas vezes imaginárias. Não é proibido por lei que homens e mulheres fiquem com mais de uma pessoa, mas existe a chamada “moral e bons costumes’ que impedem que eles se libertem. Essas leis imaginárias deixam de existir no período do carnaval, porém, as pessoas não devem esquecer que isso tudo passa e depois, como fica a imagem de cada um? E onde se escondem os princípios do ser humano durante a festa?

Vale lembrar que nem todas as pessoas que brincam o carnaval o fazem da mesma maneira. Apesar de a festa ter se tornado cara e violenta sem contar com a participação de todos, ainda é muito apreciada pelos brasileiros que levam suas famílias para divertirem-se juntos. Também é no período da festa que todos os tipos de pessoas podem ser encontradas juntas e misturadas.

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