Viva a poesia

Junho 15, 2009 at 6:20 pm (ATUALIDADE)

A importância da poesia

A poesia é uma das formas de se expressar mais belas do mundo. Através dela, passamos amor, verdades, satisfação e insatisfação. Falamos de vida, de morte, de dor, de medo. Expomos ideais e conquistas.

A palavra é de origem grega e significa criação, pode ser definida como a arte de escrever versos com o poder de modificar a realidade, segundo a percepção do artista. Porém, mesmo tendo a possibilidade de mascarar a realidade, transformando-a de acordo com a sua visão, tornando-a feia ou bonita o poeta nem sempre o faz. Muitas vezes, tenta mostrar a realidade de coisas que, às vezes, fingimos não ver.

A verdade é que, hoje em dia, as pessoas não se preocupam em ler poesias e acham que tudo não passa de besteira. Acham que toda poesia fala apenas de amor e de coisas imaginárias. A poesia é muito mais que isso e pode acrescentar à vida das pessoas muito mais sentido além de colaborar didaticamente. Segundo a educadora Emiliana Maria, a poesia é uma das melhores formas de desenvolver o interesse pela leitura.

Quando a poesia surgiu, na Grécia, ela era cantada e acompanhada por um instrumento chamado de lira e, por isso, dizem que a poesia pertence ao gênero lírico, porém ela também pode ser do gênero didático, épico ou dramático.

O poema lírico geralmente é curto e nele o autor expressa sua reação àquilo que vê, ouve, pensa e sente. O poema épico é mais longo e conta uma história, apresentando cenário e personagens. O dramático assemelha-se ao épico, pois também apresenta personagens e conta com diálogos entre os personagens, como as peças teatrais que são escritas em forma de versos.

No entanto, a poesia não é apenas a organização de versos em forma de estrofes, ela é a organização de uma idéia que depende também de uma inspiração. Assim como na música, na poesia também não há a expressão de tudo que o autor está sentindo naquele momento. Portanto o estudo da poesia é importante para o desenvolvimento intelectual e espiritual das pessoas e dependem da busca, valorização e entendimento da idéia contida nela.

 

Autopsicografia

Fernando Pessoa

 

O poeta é um fingidor./Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente./E os que lêem o que escreve,/Na dor lida sentem bem,/Não as duas que ele teve,/Mas só a que eles não têm./E assim nas calhas de roda/Gira, a entreter a razão,/Esse comboio de corda /Que se chama coração.

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